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Dor na relação sexual não é normal!

26 de setembro de 2024
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Você sabia que a dor na relação sexual não é normal e por isso não pode ser ignorada?

Muitas mulheres, por vergonha ou falta de informação, acabam aceitando a dor como parte de sua vida sexual, mas isso pode ser um sinal de que algo não está certo com a saúde física ou emocional.


Seja uma dor ocasional ou constante, é essencial entender que sentir desconforto durante o sexo não é uma condição natural e pode indicar a presença de problemas que precisam ser tratados.


Portanto, reconhecer a dor como um sintoma que merece atenção é o primeiro passo para buscar ajuda e garantir uma vida sexual saudável e satisfatória.


Quais são as causas mais comuns de dor durante a relação sexual?


As causas mais comuns de dor durante a relação sexual, conhecida clinicamente como dispareunia, podem variar dependendo de fatores físicos, emocionais e psicológicos.


Confira abaixo algumas das principais causas:


  • Infecções: infecções vaginais, como candidíase, vaginose bacteriana, ou infecções urinárias podem causar dor;
  • Endometriose: uma condição em que o tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero, causando dor durante a penetração;
  • Doença inflamatória pélvica (DIP): infecção nos órgãos reprodutivos pode causar dor durante a relação sexual;
  • Cistos de ovário: podem causar desconforto ou dor durante a penetração;
  • Vaginismo: contração involuntária dos músculos vaginais, que pode tornar a penetração dolorosa ou impossível;
  • Hímen intacto ou parcialmente intacto: pode causar dor se a membrana não for totalmente rompida;
  • Secura vaginal: pode ocorrer devido à menopausa, amamentação, ou uso de certos medicamentos, tornando a relação dolorosa.



No nosso blog, temos um artigo sobre a secura vaginal na menopausa, acesse e saiba mais!


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De que maneira problemas psicológicos podem estar relacionados à dor na relação sexual?


Problemas psicológicos podem estar intimamente relacionados à dor durante a relação sexual.


A ansiedade, por exemplo, pode levar a uma tensão muscular involuntária, especialmente nos músculos pélvicos, o que pode causar ou intensificar a dor durante a penetração.


Além disso, a própria preocupação com o desempenho sexual ou o medo de sentir dor pode criar um ciclo vicioso, onde a antecipação da dor leva a um aumento da tensão, tornando o ato sexual ainda mais desconfortável.


A depressão, por sua vez, pode afetar a relação íntima de várias maneiras.


Mulheres com depressão frequentemente experimentam uma diminuição na libido, o que pode reduzir o desejo e a excitação sexual, essenciais para a lubrificação vaginal e a preparação do corpo para o sexo.


Essa falta de excitação pode resultar em secura vaginal, o que torna a penetração dolorosa.


Ademais, experiências de trauma psicológico ou emocional, como abuso sexual, também têm um impacto profundo na sexualidade.


Para muitas mulheres que sofreram trauma, o ato sexual pode desencadear lembranças dolorosas, levando a uma aversão ao sexo ou ao desenvolvimento de condições como o vaginismo.


Quais são os sinais de que a dor na relação sexual pode ser sintoma de um problema mais sério?


Alguns sinais de que a dor na relação sexual pode indicar um problema médico mais sério incluem:


  • Dor intensa e persistente: que não melhora com mudanças no estilo de vida ou tratamento conservador, como o uso de lubrificantes ou a modificação de posições sexuais;
  • Sintomas associados: presença de sangramento anormal, secreções incomuns, febre ou dor pélvica intensa, que podem sugerir infecções, inflamações ou outros problemas graves;
  • Mudanças súbitas no padrão da dor: especialmente se ocorrerem após um episódio de trauma, cirurgia ou parto, o que pode indicar complicações pós-operatórias ou alterações anatômicas que requerem intervenção médica.


Se a dor durante a relação sexual for acompanhada por qualquer um desses sinais, é fundamental procurar a ginecologista para uma avaliação detalhada.


Como realizamos o diagnóstico da dor na relação sexual?


O diagnóstico da dor durante a relação sexual envolve uma abordagem abrangente que começa com uma avaliação da história clínica detalhada da paciente, onde são discutimos a natureza e o padrão da dor, além do histórico médico, condições psicológicas e aspectos das relações sexuais.



Em seguida, realizamos um exame físico, incluindo uma avaliação ginecológica para identificar possíveis anomalias anatômicas, sinais de infecção ou inflamação.


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Também podemos solicitar testes laboratoriais, como exames de secreções vaginais, testes de infecção e exames hormonais, para uma avaliação mais precisa.


Além disso, exames de imagem, como ultrassonografia ou ressonância magnética, podem ser utilizados para detectar condições anatômicas ou patológicas subjacentes.


Quais tratamentos estão disponíveis para essa condição?


O tratamento para a dor durante a relação sexual depende da causa subjacente.


Em casos de infecções vaginais, podemos fazer o uso de antibióticos ou antifúngicos, enquanto que para desequilíbrios hormonais, indicamos tratamentos com hormônios.


Já os analgésicos ou anti-inflamatórios são prescritos para alívio da dor.


Além disso, a fisioterapia pélvica pode ser extremamente útil para tratar disfunções musculares e condições como o vaginismo.


Porém, em situações onde há anomalias anatômicas ou lesões, como miomas, podemos indicar intervenções para corrigir o problema.

Por fim, a psicoterapia colabora para que a paciente lide com questões emocionais, traumas ou ansiedade.


Lembramos que se a dor durante a relação sexual não for tratada, podem surgir várias complicações, como impacto na qualidade de vida, redução na satisfação sexual, e problemas nas relações interpessoais e diminuição da libido.



Por isso, caso você esteja experimentando dor na relação sexual, agende agora mesmo uma consulta com a ginecologista e garanta o seu bem-estar!


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Formação da Dra. Graziele Cervantes

  • Ginecologista e Obstetra formada pela Maternidade Darcy Vargas - SC em 2016;
  • Especialização em Endoscopia Ginecológica e Endometriose pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (2016-2018);
  • Curso de Imersão em Laparoscopia em Clermont-Ferrand, França (2019);
  • Especialização em Longevidade e Medicina Ortomolecular;
  • Médica Assistente do Setor de Endoscopia Ginecológica e Endometriose da Santa Casa de São Paulo;
  • Professora da Pós Graduação de Videoalaparoscopia e Histeroscopia da Santa Casa de São Paulo - NAVEG;
  • Mestra da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
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