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Mamas densas: conheça os riscos e saiba como tratar

12 de setembro de 2024
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Mamas densas são uma característica comum que muitas mulheres possuem, mas nem todas sabem o que isso realmente significa para sua saúde.

A densidade mamária, que se refere à proporção de tecido fibroglandular em relação ao tecido adiposo nas mamas, pode influenciar tanto o risco de desenvolver câncer de mama quanto a eficácia dos exames de imagem.


Então, acompanhe esse artigo para entender os riscos associados dessa condição e conhecer as opções disponíveis de monitoramento e tratamento.


O que significa ter mamas densas?


Ter mamas densas significa que há uma maior proporção de tecido fibroglandular (composto por glândulas e tecido fibroso) em relação ao tecido adiposo (gordura) nas mamas.


Essa característica é bastante comum, especialmente em mulheres mais jovens, mas também pode ser observada em mulheres mais velhas.


A densidade mamária é geralmente avaliada através de uma mamografia, onde as mamas densas aparecem mais "brancas" ou "opacas" na imagem, enquanto o tecido adiposo aparece mais "escuro" ou "transparente".


Como avaliamos a densidade mamária?


A densidade mamária é avaliada principalmente através de uma mamografia, um exame de imagem que comprime a mama para obter radiografias detalhadas.


Então, com base nessas imagens, os tecidos mamários são analisados e classificados em categorias de densidade, confira abaixo:


  1. Tipo A (predominantemente gorduroso): a maior parte do tecido mamário é composto por gordura;
  2. Tipo B (mistura de tecido fibroglandular e gordura): a mama contém uma combinação de tecido fibroglandular e gordura;
  3. Tipo C (predominantemente fibroglandular): o tecido fibroglandular é mais abundante do que a gordura;
  4. Tipo D (muito densa): a mama tem uma alta concentração de tecido fibroglandular, o que pode dificultar a visualização de anomalias na mamografia.


Quais são os riscos associados a ter mamas densas?


Possuir mamas densas está associado a alguns riscos e desafios importantes para a saúde.


Entre esses possíveis problemas, destacamos:



  • Aumento do risco de câncer de mama: estudos indicam que mulheres com mamas densas têm um risco maior de desenvolver câncer de mama em comparação com mulheres com mamas menos densas. O risco aumenta proporcionalmente com a densidade mamária;
  • Dificuldade na detecção de câncer através da mamografia: em mamografias, tanto o tecido denso quanto os tumores aparecem em branco, o que pode dificultar a visualização de anomalias. Isso significa que pequenos tumores podem passar despercebidos em mamografias de mulheres com mamas densas.


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Qual é o impacto da densidade mamária na eficácia das mamografias?


A densidade mamária tem um impacto considerável na eficácia das mamografias, tornando-as menos eficazes na detecção de câncer de mama em mulheres com mamas densas.


Em mamas densas, tanto o tecido fibroglandular quanto os tumores aparecem como áreas brancas na mamografia, o que pode mascarar pequenos tumores e dificultar a identificação de anomalias, especialmente em estágios iniciais.


Essa dificuldade pode resultar em resultados falso-negativos, onde a mamografia não detecta a presença de câncer mesmo quando ele está presente, atrasando o diagnóstico e o tratamento.


Para compensar essa limitação, exames complementares, como ultrassonografia ou ressonância magnética, são frequentemente recomendados, pois podem fornecer imagens mais detalhadas.


Existem tratamentos para reduzir a densidade mamária?


Atualmente, não existem tratamentos especificamente aprovados para reduzir a densidade mamária.


A densidade mamária é uma característica biológica influenciada por fatores como genética, idade, hormônios e uso de terapia hormonal.

Embora não haja tratamentos diretos para diminuir a densidade mamária, alguns fatores podem influenciar indiretamente essa característica.


Por exemplo, à medida que as mulheres envelhecem, especialmente após a menopausa, a densidade mamária tende a diminuir naturalmente devido à redução nos níveis de estrogênio, que leva à substituição gradual do tecido fibroglandular por tecido adiposo.


Além disso, podemos utilizar certos medicamentos para reduzir o risco de câncer de mama em mulheres de alto risco.


Assim, devido ao fato de a densidade mamária ser um fator de risco para o câncer de mama e afetar a eficácia da mamografia, é importante que mulheres com essa condição discutam com a ginecologista a necessidade de monitoramento adicional.


Quais são as recomendações de monitoramento para mulheres com mamas densas?


Como vimos, mulheres com mamas densas precisam de um monitoramento mais cuidadoso, devido ao risco aumentado de câncer de mama e à dificuldade de detecção de anomalias através da mamografia.


A recomendação principal é manter a realização regular de mamografias, mas com a consciência de que, em alguns casos, exames complementares podem ser necessários.



Nesse sentido, podemos encaminhar a paciente para a realização de exames adicionais como ultrassonografia e ressonância magnética.


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Portanto, reforçamos que é essencial que mulheres com mamas densas mantenham um acompanhamento regular com a ginecologista.


Ela pode fornecer orientações personalizadas sobre a frequência dos exames e indicar as melhores estratégias de monitoramento para cada caso.


Então, não deixe de cuidar da sua saúde!



Marque uma consulta com a especialista em saúde da mulher para discutir o melhor plano de acompanhamento para você.


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Formação da Dra. Graziele Cervantes

  • Ginecologista e Obstetra formada pela Maternidade Darcy Vargas - SC em 2016;
  • Especialização em Endoscopia Ginecológica e Endometriose pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (2016-2018);
  • Curso de Imersão em Laparoscopia em Clermont-Ferrand, França (2019);
  • Especialização em Longevidade e Medicina Ortomolecular;
  • Médica Assistente do Setor de Endoscopia Ginecológica e Endometriose da Santa Casa de São Paulo;
  • Professora da Pós Graduação de Videoalaparoscopia e Histeroscopia da Santa Casa de São Paulo - NAVEG;
  • Mestra da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
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