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O ressecamento vaginal é normal?

9 de novembro de 2023
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O ressecamento vaginal é uma condição que pode afetar mulheres de todas as idades e requer atenção especial.

Suas causas podem ser diversas, incluindo fatores como estresse, medo, culpa e baixa libido.


Essa condição não apenas torna as relações sexuais desconfortáveis, mas também pode ter repercussões psicológicas para as mulheres.


Assim, é preciso compreender e tratar adequadamente essa questão para garantir o bem-estar físico e emocional.


O que é o ressecamento vaginal e quais são os principais sintomas associados a ele?


A lubrificação vaginal é de extrema importância para preservar a saúde e o conforto na região genital feminina, especialmente durante a atividade sexual.


Então, através da produção de muco, as paredes vaginais são protegidas e a vagina consegue manter sua elasticidade e uma textura suave.

Isso contribui para o bem-estar e a função adequada dessa área íntima.


Nesse sentido, o ressecamento vaginal é uma condição que se manifesta quando a lubrificação natural da vagina diminui ou desaparece.

Os principais sintomas associados a esse problema incluem:


  • Dor durante a relação sexual;
  • Irritação e coceira;
  • Ardor ao urinar;
  • Maior frequência de infecções vaginais;
  • Desconforto no dia a dia;
  • Sangramento após o sexo.


Uma pesquisa recente revelou que 5% das mulheres enfrentam o problema de secura vaginal.


Ainda mais preocupante é o fato de que, dentro desse grupo, 90% delas não buscam tratamento adequado.


Quais são as possíveis causas dessa condição? 


O ressecamento vaginal pode ter diversas causas, e elas podem variar de uma mulher para outra.


Alguns dos principais fatores que contribuem para o ressecamento vaginal incluem:


  • Deficiência de estrogênio;
  • Menopausa e amamentação;
  • Uso de medicamentos como anticoncepcionais hormonais, antidepressivos e anti-histamínicos;
  • Estresse e ansiedade;
  • Alergias ou irritações;
  • Condições médicas como diabetes, hipotireoidismo e endometriose;
  • Durante terapias de radiação ou quimioterapia.


Em quais situações as mulheres ficam mais sujeitas a desenvolver o ressecamento vaginal? 


Durante a menopausa, há uma notável diminuição nos níveis de estrogênio, o que frequentemente resulta na diminuição da lubrificação vaginal.


Esse fenômeno é comumente identificado como "síndrome geniturinária da menopausa".


Se você quiser saber mais sobre secura vaginal na menopausa, acesse esse texto em nosso site.


Da mesma forma, o período de amamentação também pode levar a uma temporária diminuição dos níveis de estrogênio, o que ocasionalmente resulta em ressecamento vaginal.


Por fim, pacientes que retiraram os ovários ou que passam por tratamentos de radiação e/ou quimioterapia podem experimentar ressecamento vaginal como efeito colateral dessas terapias.


Quais são os impactos do ressecamento vaginal no bem-estar das mulheres?


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Uma das principais implicações é a dificuldade nas relações sexuais, uma vez que a penetração dolorosa é um sintoma comum da secura vaginal.


Isso não só torna as relações desconfortáveis, mas também pode levar à diminuição da atividade sexual e a problemas de relacionamento.


Ademais, o atrito causado pela falta de lubrificação natural pode resultar em microlesões nas paredes vaginais, deixando a área mais suscetível a doenças.


Por isso, mulheres com ressecamento vaginal estão mais propensas a desenvolver infecções vaginais, como a candidíase.


E, além dessas implicações físicas, a secura vaginal também pode impactar a saúde mental das mulheres, gerando ansiedade, baixa autoestima e até depressão.


Como reduzir o risco de desenvolver o ressecamento vaginal? 


Para prevenir o ressecamento vaginal, aconselhamos que você adote as seguintes medidas:


  • Considere a reposição de hormônios e o uso de hidratantes vaginais específicos, sob orientação médica;
  • Limite a higiene íntima a duas vezes por dia para preservar o equilíbrio da flora vaginal;
  • Utilize produtos de higiene íntima que não afetem a acidez da flora vaginal, como um sabonete suave com pH neutro;
  • Evite o uso prolongado de absorventes e tampões;
  • Opte por roupas íntimas de algodão, evitando peças muito apertadas que possam causar atrito e irritação na vulva;
  • Gerencie o estresse e recupere a autoconfiança, pois o estado emocional pode influenciar na saúde vaginal.


Quais são as opções de tratamento para essa condição? 


Se o ressecamento vaginal ocorrer devido a um novo medicamento ou contraceptivo, é preciso considerar alternativas com menos efeitos colaterais.


Quando a causa está relacionada a baixos níveis de estrogênio, várias opções de tratamento estão disponíveis, incluindo:



  • Uso de hidratantes ou lubrificantes vaginais;
  • Aplicação local de estrogênio;
  • Terapia sistêmica com estrogênio;
  • Uso de receptores moduladores de estrogênio (SERMs).


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Já para melhorar a satisfação nas atividades íntimas com seu parceiro, é importante discutir preferências sexuais e limitações, o que pode aprimorar a experiência a dois.


Se houver excitação, mas a lubrificação vaginal for insuficiente, por exemplo, orienta-se dedicar mais tempo às preliminares para estimular a lubrificação natural ou utilizar lubrificantes.


Ressaltamos que o tratamento para o ressecamento vaginal deve ser personalizado, levando em consideração o quadro de cada paciente.



Assim, se você estiver enfrentando ressecamento vaginal, marque uma consulta com a ginecologista o mais rápido possível e recupere o seu bem-estar!


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Formação da Dra. Graziele Cervantes

  • Ginecologista e Obstetra formada pela Maternidade Darcy Vargas - SC em 2016;
  • Especialização em Endoscopia Ginecológica e Endometriose pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (2016-2018);
  • Curso de Imersão em Laparoscopia em Clermont-Ferrand, França (2019);
  • Especialização em Longevidade e Medicina Ortomolecular;
  • Médica Assistente do Setor de Endoscopia Ginecológica e Endometriose da Santa Casa de São Paulo;
  • Professora da Pós Graduação de Videoalaparoscopia e Histeroscopia da Santa Casa de São Paulo - NAVEG;
  • Mestra da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
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